V Conferência subordinada ao tema: “Violência contra as Mulheres – Desafios no Mundo Digital”
Organizada pelo Tribunal Judicial da Comarca de Vila Real, em parceria institucional com a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) e com o Município de Vila Real – 28 de novembro de 2025
A sessão de abertura contou com intervenções da Exa. ma Senhora Juiz Presidente do Tribunal Judicial da Comarca de Vila Real, do Ex.mo Senhor Magistrado do Ministério Público Coordenador da Comarca, da Ex.ma Senhora Vereadora da Câmara Municipal de Vila Real e da Ex.ma Senhora Gestora do Gabinete de Apoio à Vítima de Vila Real – APAV.
O Painel I – “Cibercriminalidade: as mulheres como alvo” teve como moderadora Mara Minhava (Vereadora da Câmara Municipal de Vila Real), tendo como oradores Carla Costa Inspetora da Polícia Judiciária da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime, e Adriana Brás, Advogada, incidindo sobre tipologias criminais, meios tecnológicos e desafios jurídicos.
O Painel II – “Violência digital na prática judiciária” integrou intervenções de Catarina Santos (Juíza de Direito no Juízo Local Criminal do Tribunal Judicial de Chaves) e Juliana Barros (Procuradora da República, Secção de Inquéritos de Chaves), incidindo sobre o enquadramento legal, prova digital e desafios investigatórios, tendo tido como moderadora Elisa Brites, Gestora da APAV Vila Real.
A Mesa Redonda – “Entre prevenção, apoio e saúde mental: desafios da violência online” contou com a participação de Carolina Soares (Linha Internet Segura / APAV), Luís Valente (Universidade do Minho), Ricardo Mendes (Gabinete Médico-Legal Forense do Douro) e Ana Rita Flores (INMLCF), promovendo uma abordagem integrada da prevenção, apoio às vítimas e impactos psicossociais, tendo como moderada a Exa.ma Senhora Juiz Presidente.
A edição de 2025 assumiu particular relevância pela elevada adesão institucional e pela participação organizativa especialmente ativa da APAV, que contribuiu para a definição temática, dinamização dos painéis e articulação das redes de apoio à vítima, reforçando o carácter multidisciplinar e operativo da Conferência.
A organização da Conferência pelo Tribunal reafirmou o seu papel enquanto agente dinamizador de reflexão qualificada, formação contínua e promoção de uma cultura de cooperação institucional.

