Detido homem que vendia no Facebook materiais que não eram seus
In DIÁRIO DE LEIRIA, de 27-10-2026
Homem de 35 anos estava associado a cerca de três dezenas de inquéritos e já tinha cumprido dois anos de permanência na habitação com vigilância eletrónica.
A PSP deteve, em Leiria, um homem de 35 anos condenado a sete anos de prisão efetiva pela prática de crimes de furto, burla qualificada e falsificação de documentos. A detenção ocorreu a 21 de setembro, na residência do condenado, em cumprimento de um mandado judicial.
Segundo o Comando Distrital de Leiria da PSP, os factos que levaram à condenação remontam a 2024 e tiveram particular incidência na região Centro, embora a atividade investigada abrangesse diferentes pontos do país.
Um dos métodos utilizados passava por se deslocar ao estaleiro de uma empresa de construção civil, onde fotografava equipamentos e materiais sem autorização dos proprietários. Depois, publicava anúncios no Marketplace do Facebook, apresentando esses bens como disponíveis para venda, apesar de não lhe pertencerem.
Desta forma, atraía compradores e recebia pagamentos por materiais que não estavam disponíveis para entrega nas condições anunciadas. Com os valores obtidos, adquiria outros artigos junto de empresas do setor da construção, nomeadamente andaimes, braçadeiras e produtos ferrosos, adianta a PSP.
De acordo com a polícia, o homem estava associado a cerca de três dezenas de inquéritos, que envolviam montantes elevados, cujo valor não foi divulgado.
Até ao trânsito em julgado da decisão judicial, ocorrido em setembro de 2026, o condenado esteve sujeito a termo de identidade e residência e à obrigação de permanência na habitação, com vigilância eletrónica. Os dois anos já cumpridos nesta situação serão descontados na pena de prisão aplicada.
Após a detenção na sua residência em Leiria, realizada pela Esquadra de Investigação e Fiscalização Policial de Leiria, o homem foi conduzido a um estabelecimento prisional.
Atenção às burlas em plataformas de compra e venda
Em comunicado, a PSP alerta para a importância de adotar comportamentos preventivos nas compras realizadas através de plataformas digitais. A existência de fotografias, anúncios detalhados ou contactos aparentemente credíveis “não garante, por si só, que os bens anunciados pertençam ao vendedor ou estejam efetivamente disponíveis”, alerta.
Antes de efetuar pagamentos, os compradores “devem confirmar a identidade do vendedor, verificar a existência e disponibilidade real dos artigos, privilegiar métodos de pagamento seguros e desconfiar de ofertas cujo preço, condições ou urgência sejam pouco plausíveis”.
Sempre que possível, recomenda a PSP, “devem confirmar presencialmente os bens e exigir documentação comprovativa da transação”.
Perante suspeitas de burla, os cidadãos devem guardar os anúncios, as mensagens trocadas, os comprovativos de pagamento e outros elementos relevantes, apresentando denúncia junto das autoridades competentes.
